Automação comercial e internet das coisa

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A mescla entre a automação comercial e a Internet das Coisas promete transformar o modo como vivemos, seja no universo corporativo ou residencial. Enquanto a automação comercial transforma tarefas manuais em processos automáticos, a Internet das Coisas conecta diferentes dispositivos – domésticos ou empresariais – à rede mundial de computadores, armazenando informações e dados sem a necessidade de intervenção humana.

 
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Imagine uma fábrica com cada máquina interligada entre si, dentro de um sistema específico que controle o volume de dados. Nesta manufatura, os administradores e responsáveis serão capazes de acompanhar a produtividade de cada equipamento, estabelecendo exatamente o quanto deve ser produzido. Além disso, os estoques, que contam com equipamentos identificados via códigos de barras ou RFID – Identificação por Rádio Frequência –, são prontamente atualizados em um sistema, tornando a gestão de armazéns extremamente simples.

Pense, agora, em uma residência, cuja geladeira saiba exatamente quantas caixas de leite foram consumidas, avisando que existe a necessidade de ir ao mercado comprar – ou que ela mesma entre em contato com um e-commerce e solicite os produtos que estão em falta. Sua máquina de lavar também pode mandar um e-mail ou avisar na sua televisão que as roupas foram lavadas e está na hora de colocá-las para secar. Esse futuro começa a ficar cada vez mais próximo, especialmente após o Google anunciar nesta semana novos produtos com esse objetivo, o Google Home e o Google Wi-fi.

automacao-comercialEmbora esses exemplos possam parecer futurísticos e muito distantes da realidade atual, já existe a possibilidade de fazer diversas dessas atividades de forma integrada com a tecnologia. “Cada vez mais, as empresas estão identificando tecnologias que possam aumentar a produtividade e torná-las mais eficientes. Em nosso catálogo de produtos, existem diferentes acessórios que podem contribuir para as empresas, conforme as necessidades”, explica Jaime Peters Junior, sócio-diretor da Bz Tech Automação Comercial.

Potencial de mercado

Um estudo realizado pela Cisco estima que o mundo vai gerar US$ 19 trilhões a partir da Internet das Coisas na próxima década. O Brasil deve gerar cerca de US$ 350 bilhões, com o desempenho mais forte da América Latina. Segundo dados da Associação Brasileira de Automação para o Comércio (Afrac), o setor deve movimentar R$ 3,3 bilhões em 2017, um aumento de 4,1% na comparação com 2016. Cerca de 350 mil empregos estão diretamente relacionados à automação para o comércio.

As empresas estão ampliando os investimentos em TI em todos os segmentos, do agronegócio ao varejo, passando até mesmo pelo setor público. Uma pesquisa da FGV indicou que, para cada 1% a mais de aplicação de recursos em TI, os lucros crescem na ordem de 7% a cada dois anos. “Boa parte de nossos clientes buscam mais controle de sua produtividade e redução de custos. Algo que pode ser plenamente atingido com um bom planejamento e uso da automação comercial”, ressalta Peters Junior.

Daniel Arend

MBA em Estratégia Empresarial e Inteligência Competitiva. Gestor da equipe de executivos de conta da SEO Master e docente na Pós Estratégia em Mídias Digitais.

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